Círculo de Fogo

Publicado: 16 de outubro de 2013 em Crítica

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Sinopse

Quando criaturas alienígenas gigantescas saem de uma fenda no fundo do mar, tem início uma batalha pela sobrevivência. A humanidade desenvolve então, robôs gigantes para combatê-las. E quando os Jaegers, nome dado aos robôs gigantes, tornam-se obsoletos, a esperança fica por conta de um robô velho, que é comandado pelo piloto Raleigh Becket e Mako Mori.

3,5 estrelas 3,5

Por Alison Medeiros

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Círculo de Fogo é uma homenagem aos filmes japoneses de monstro, e, ao fim do filme, a primeira palavra que me veio a mente foi: divertido. Talvez isso se deva ao fato de o filme ser uma mistura de Jaspion e Godzila, dois dos seriado/filme que mais vi na infância.

Dirigido pelo talentoso Guillermo del Toro (O Labirinto do Fauno, Hellboy), Círculo de Fogo traz criaturas bem construídas e sofisticadas do ponto de vista visual, o que deu um ar crível a elas, apesar de fantásticas. Aliás, o aspecto visual do filme como um todo é de encher os olhos. Os Kaijus, que do japonês pode-se traduzir como monstros gigantes, são feitos a partir de formas conhecidas de tubarões e dinossauros; os Jaegers mostram certo desgaste em sua armadura e movimentam-se de forma lenta e pesada, como imagino que um robô desse tamanho seria, dando realismo aos gigantes.

De uma forma geral, del Toro dirige o filme com atenção aos detalhes de seus cenários grandiosos e nem tanto à construção de personagens. É impressionante a aparência das instalações onde os Jaegers são guardados e da construção digital das cidades, como Tokio, populosa e iluminada, onde se passa a maior parte da ação. O diretor até cria uma identificação do espectador com o protagonista ao colocá-lo em uma situação de herói e, em seguida, em uma situação de sofrimento com a perda do irmão, mas o espectador interessa-se mais pelas criaturas fantásticas e os gigantes robôs do que propriamente por seus pilotos, o que de certa forma colabora para uma atuação menos interessante destes.

Charlie Hunnam (Filhos da Esperança) interpreta o protagonista Raleigh Becket de forma satisfatória. Há de se ressaltar a atuação de Rinko Kikuchi (Babel), que cria uma personagem forte e intensa como a heroína Mako Mori. Ron Perlman, que já havia trabalhado com o diretor anteriormente, mais uma vez tem um trabalho excepcional e protagoniza momentos engraçadíssimos durante a projeção.

Com direção de som e arte impecáveis, no fim, o saldo é positivo, mesmo com obviedade grande, que qualquer um antecipara sem problemas, o filme diverte e empolga pelas suas cenas de grandiosidades técnicas e forma lúdica.

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