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Hannibal

Publicado: 29 de junho de 2013 em Séries

 

 

 

 

 

Por Alison Medeiros
Hannibal

Chegamos ao final da excelente primeira temporada de Hannibal. Um dos mais fascinantes personagens da literatura e do cinema foi resgatado de maneira bem elaborada, depois de uma tentativa pavorosa em Hannibal – A Origem do Mal.

A série traz Dr. Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen), psiquiatra que vive em Baltimore, que a pedido do FBI auxilia o talentoso Will Graham (Hugh Dancy) a traçar perfis de criminosos. A fascinante mente de Will é capaz de reconstruir cenas de crime e colocar-se no lugar do assassino vendo e sentindo o que o criminoso via e sentia.

Curioso a respeito do potencial da mente de Will, Dr. Lecter começa a manipulá-lo, assim como faz com todos. É intrigante ver a genialidade de Lecter na arte da manipulação, como na cena em que Lecter, diante de um Will fragilizado e achando que está enlouquecendo, deixa a arma em cima da mesa (arma que minutos antes havia tirado das mãos do próprio Will) e sai da sala apenas para que Will, por si mesmo, pegue-a e faça o que Lecter quer.

Vemos um Lecter requintado e de fino trato que esconde um frio e habilidoso assassino em série que come suas vítimas. Capaz de servir coração humano aos seus convidados em um jantar e mesmo assim incapaz de ser rude.

A série ainda nos presenteia com a participação de Gillian Anderson (Dana Scully, Arquivo X), que é psiquiatra de Lecter e não sabe de sua personalidade assassina. E claro, não poderia deixar de registrar a sempre competente participação de Lawrence Fishburne como Jack Crawford.

Espero que o desenrolar da segunda temporada seja tão bacana quanto dessa primeira temporada.

In The Flash

Publicado: 29 de junho de 2013 em Séries

Por Alison Medeiros

in the flesh

Quando achava que o tema zumbi estava totalmente esgotado, fiquei surpreso ao constatar que não. The Walking Dead e Meu Namorado é um Zumbi, são as recentes obras que exploram o tema. Uma nova vertente desse tema, aparentemente inesgotável, está In The Flash.

Com apenas três episódios em sua primeira temporada, In The Flash tem como protagonista o jovem Kieran Walker (Luke Newberry), que morto há 4 anos foi submetido a um tratamento médico para “curar” o “zumbinismo”. Após o tratamento Kieran é reinserido na sociedade. Mas o que fazer quando a comunidade não se mostra receptiva à nova condição de Kieran e os outros tratados?

Se de um lado estão as pessoas que travaram sangrentas batalhas contra os zumbis quando a epidemia surgiu, do outro estão os “sobreviventes” zumbis que, recuperados, ou pelo menos vivos de alguma maneira, estão de volta as suas casas e comunidades. Zumbis ou mortos-vivos já não são mais termos para referenciá-los, agora os portadores da Síndrome de Falecimento Parcial, termo criado pelo governo para referir-se aos que passaram pelo tratamento, são obrigados a conviver com a intolerância e a discriminação.

É chocante ver que o preconceito enraizado toma formas diferentes, levando alguns ao radicalismo. Isso fica claro quando Bill Macy (Steve Evets), um dos líderes de Roarton, cidade em que se passa a série, arranca de casa uma senhora idosa, mulher de seu vizinho, e a executa na frente de todos. Ironicamente algum tempo depois seu filho Rick, morto na guerra do Afeganistão, volta nas mesmas condições da senhora que acabou de matar.

Com uma habilidade ímpar a série trata de temas atuais e complexos como o preconceito, suicídio e homossexualismo, utilizando-se de um tema nada ortodoxo, o que em minha opinião a torna ainda mais interessante.