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Star Wars

Publicado: 7 de julho de 2013 em Crítica, Star Wars

Por Alison Medeiros

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Sempre que comento que gosto de Star Wars alguém pergunta: “porque você gosta?”

E quase sempre tento elaborar uma resposta a altura do meu interesse por Star Wars, a fim de “converter” a quem perguntou a também gostar de Star Wars.

Qualquer filme para ser bom tem que transcender seu tempo. Ao assistir a um filme e divertir-se com ele, há uma tendência a achá-lo bom, e tudo bem com isso, entretanto, um filme só se torna uma lenda quando deixa legados para a próxima geração. Star Wars, da forma que vejo, cumpre bem esse papel, já que em sua época trouxe inovações, não só em termos tecnológicos, mas em seus personagens controversos e linguagem até então pouco ou nada utilizadas.

Ao trazer um universo totalmente diferente do habitual, Star Wars cria, com muita habilidade, novas possibilidades narrativas. As aventuras criadas, junto aos efeitos especiais inovadores para a época, tornam o espectador atônito com o que está vendo. Um grande exemplo disso é a forma com que George Lucas coloca o equilíbrio entre o bem e o mal. Até então, a aparição do bem personificava-se em um deus e, consequentemente, o mal no diabo, monstro ou outra coisa que fosse horrível suficiente para causar arrepios em seus telespectadores.

Star Wars, por sua vez, traz uma nova proposta para esse tema: A Força. O bem e o mal partem da mesma fonte. Se o conceito parece simples, a execução disso não é. Ao vir da mesma fonte estabelece-se uma linha tênue entre o lado bom, em que os Jedis atuam e fazem o bem, e o lado negro, em que os Stihs conseguem extrair todo o poder que precisam para subjugar o universo.

Há aqui no mínimo uma curiosa semelhança com a condição humana, levando em consideração que todos nós não somos totalmente bons nem totalmente ruins. Que constantemente estamos lutando para fazer o certo e fugindo daquilo que julgamos errado em uma luta eterna para não ultrapassarmos os frágeis limites entre o lado bom e o lado negro. Mas a grande força de Star Wars está em seus personagens.

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Darth Vader é um dos vilões mais amados de todos os tempos. Eternizou suas frases e atitudes. Tornou-se um Jedi e praticou o bem durante algum tempo;  mais tarde, movido pelo sentimento de perda e manipulado pelo malévolo Darth Sidious, passa para o lado negro da força tornando-se um Sith, mas “volta” a ser um Jedi por amor a seu filho.

Luke Skywalker é inicialmente um caipira chato e sem graça que torna-se Jedi apenas pelo sangue que corre em suas veias e, apenas no episódio VI, transforma-se em peça fundamental para a trama que envolve seu pai e mesmo assim somos capazes de nos identificar com seus dilemas e conflitos em relação a sua família.

Léia, princesa forte e determinada que encara as situações sem temor. Sem dúvida uma mulher a frente de seu tempo. Se é que podemos dizer “a frente do seu tempo” já que, aparentemente, Star Wars passa-se no futuro ou pelo menos em uma galáxia muito, muito distante.

Han Solo, capitão da emblemática nave Millenium Falcon, sujeito intempestivo, de temperamento forte, rebelde, mas de bom coração.

E o que dizer de Obi-Wan Kenobi, C-3PO, R2-D2, Jango Fett e muitos outros?

Enfim, falar de Star Wars é trazer a tona minhas lembranças de criança quando este mexia com minha imaginação e proporcionava tardes de encantamento e sonhos. Como amante do cinema tenho que admitir que como produção cinematográfica há outros grandes filmes que sempre estarão à frente de Star Wars em importância e em qualidade, mas não consigo deixar de enxergar essa bela saga com o carinho que penso que ela mereça.

 Que a Força esteja com vocês.